Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - 6ª Região2017-07-172017-07-171987-02https://cedoc.crpsp.org.br//1/486Editorial O Conselho Regional de Psicologia tem sido procurado, recentemente, para expressar sua posição frente ao atendimento de pacientes de Aids. Não sobre qualquer situação relativa a este atendimento. Mas especificamente sobre aquela em que o paciente comprovadamente aidético, afirma nas sessões terapêuticas que, de forma deliberada, fará a propagação da doença. O que deve fazer o profissional! Garantir acima de tudo o sigilo! Rompê-lo? Denunciar à policia? Essas questões ficam acuradamente conflitivas para nós, psicólogos, pelo tipo mesmo de trabalho que desenvolvemos. Não nos atendo sempre às condições objetivas, aos fatos reais, e, em geral, lidando com a subjetividade, as fantasias, os fatos psíquicos, somos conduzidos, muitas vezes, a perceber a fala do cliente, no limite entre o desejo de "destruir o mundo", diante da inevitabilidade de sua morte, e a ação concreta de multiplicar parceiros sexuais ou doar sangue em condições precárias de controle, por exemplo. Somos, a partir daí, muitas vezes, conduzidos a, de um lado, analisar e interpretar o desejo e, de outro, colocar-nos diante da urgência, de uma atitude nossa que impeça outras atitudes do cliente com consequências, previsivelmente, nefastas. Em meio a isso, o crivo ético ( Continua na versão digital)AidsÉtica profissionalA loucura do trabalhoCarl RogersChristophe DejoursJornal do CRP / 06 / Editorial : A ÉTICA PROFISSIONAL NO TRABALHO COM PACIENTES DE AIDSJornal